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  • David Grinberg

Aprendizados do primeiro mês como “autor”


...de repente, num piscar de olhos, completei meu primeiro mês como autor de um livro publicado. Esse período foi bastante intenso, cheio de descobertas e extremamente gratificante, como contei no meu post anterior “Gratidão pela grande repercussão do lançamento”. Tão ou mais importante que essa repercussão acima do esperado que a obra vem tendo, essa “nova realidade” que venho vivendo nos últimos 30 dias tem me trazido muitos aprendizados.

Aliás, quanto mais aprendo, mais percebo as oportunidades que estão por aí e tento aproveitá-las para sermos melhores pessoas e profissionais. Esse processo e evolução devem ser contínuos e constantes em nossas vidas, ainda mais no contexto atual, que nos incentiva a refletir sobre como podemos ampliar nossos conhecimentos.

Além de me tornar um “best-seller” e passar a entender como funcionam as plataformas de E-book - que aliás ainda tem muitas oportunidades para melhorar a experiencia de consumir livros online -, e que as redes sociais e os novos canais de comunicação, como podcast e meios especializados tem que ser valorizados e reconhecidos, tenho também aprendido muito o que de fato significa ter a “sua história” revelada e disponível para quem tenha interesse em conhece-la.

Confesso que desde quando comecei a redigir as anotações do que sentia e o que estava passando comigo durante o tratamento do Linfoma, tinha uma certa dúvida sobre o quanto elas importariam a alguém. Afinal, era algo pessoal. Pensava se alguém “perderia tempo lendo o que passou comigo? Mas optei por acreditar que teria algum nível de interesse público e logo me empenhei em concluir a escrita e trabalhar na sua publicação. A partir desse momento, asseguro a vocês que foi o meu coração quem narrou tudo que está escrito. Minhas mãos e cabeça foram apenas meros redatores.

Ainda bem! Um mês depois de todo o “auê” do lançamento sigo aprendendo que a boa história é aquela que provoca algum sentimento no interlocutor. Seja qual for. E acho que o que conto em Rotina de Ferro de alguma maneira desperta essas reações emocionais que os leitores buscam e esperam receber. A obra é uma verdadeira provocação à reflexão, revisão de conceitos e busca constante por aquilo que nos interessa.

Enfim, aprendi que as pessoas realmente valorizam e reconhecem histórias reais, de “gente como a gente” que possui os mesmos desafios, dificuldades, angústias, mas também a mesma motivação e otimismo para seguir em frente. E isso desperta diversas formas de interpretação do se lê no papel (ops, na tela do celular, tablet ou computador). E aí mora mais um aprendizado.

A maneira como cada um recebe e processa o que está escrito depende de vários fatores, como por exemplo o contexto e momento de vida, se já passou algo similar, está passando ou está próximo de alguém assim. Nem todos entenderão exatamente o que o autor quis dizer ou mensagem que pretendeu passar quando se dispôs a escrever sobre ela. E tudo bem. Faz parte.

No meu caso, alguns se identificam mais com o lado “esportivo” da história, outros com o dia-a-dia da doença...e é justamente essa liberdade de entendimento que me atrai. Por isso, entendo que Rotina de Ferro pode ser mais que um livro. Trata-se de um “projeto” que permite a exploração de diversos ângulos de interesse, como o médico, psicológico, esportivo, profissional.

E é por esse caminho que pretendo seguir para manter acesa a chama desta história que não terminou com a conclusão do tratamento de câncer e volta ao esporte. Ainda haverá muitos ‘capítulos’ a seguem contados.

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